Abril/Maio 2009 - Edição 02  
     
 
 
           
   
 
Seleção virtual
 
 
     
     
 

Não é somente na entrevista que um candidato pode ser avaliado. Para acertar em cheio na escolha de um profissional capacitado, grandes empresas utilizam diversos recursos como critério de seleção, já que alguns detalhes podem passar despercebidos na dinâmica de grupo ou no bate-papo individual. A mais nova ferramenta de corte é a busca do perfil pessoal do candidato em comunidades virtuais e sites de relacionamento na internet.

Não é de hoje que sites como o Orkut, MySpace

e Facebook são vistoriados frenquentemente por recrutadores atrás de pistas que possam dar mais subsídios para uma escolha que atenda às necessidades da companhia.

Na opinião da psicóloga Priscila Azevedo, coordenadora de carreiras da Faculdade IBTA, comunidades como o Orkut não devem servir de parâmetro para a avaliação de um candidato. "O objetivo do Orkut é a descontração e não o contato profissional. Se uma candidatada participa da comunidade 'Adoro usar minissaias', não significa que ela usará minissaias em seu dia-a-dia de trabalho. Uma pessoa nunca é a mesma em todos os ambientes, somos adaptáveis", avalia Priscila.

Existem também sites específicos para a criação de um perfil profissional. Entre os mais famosos está o LinkedIn, que possui até uma ferramenta de busca de candidatos por perfil e área desejada. Nesse caso, a psicóloga aconselha o recurso, mas pede cautela na avaliação. "Comunidades como o LinkedIn possuem cunho profissional. No entanto, é necessário bom senso para que as informações obtidas não sirvam como critério decisivo na hora da contratação", completa.

   
  Para Priscila Azevedo, comunidades como o Orkut não devem servir como critério de seleção para as empresas.
   
Alexandra Lopes, do Departamento de Recursos Humanos da ART Intelligent Technology, é radicalmente contra essa opção de avaliação. Ela não utiliza e não recomenda. "O candidato participa de uma comunidade virtual por brincadeira e não por interesse no assunto. Poucas são as comunidades que podem mostrar um hobby ou um hábito relevante", acredita Alexandra, que, entretanto, é a favor das comunidades virtuais sem fins de contratação. “Acho uma prática saudável. Acredito que as comunidades podem agregar valores profissionais e pessoais a qualquer um”, comenta.

Cuidado

Apesar de não recomendável como critério de avaliação, o procedimento é adotado por muitas empresas e as comunidades virtuais, de todos os gêneros, podem expor as pessoas de maneira desnecessária.

Priscila Azevedo não acredita que a avaliação de perfis em sites de relacionamento seja uma tendência, porém dá dicas para que seus alunos não sejam pegos de surpresa. "Eu os oriento a tomarem cuidado com o que colocam no seu perfil virtual. Peço que sejam discretos, que evitem participar de comunidades polêmicas e que procurem comunidades que englobem um pouco de sua área de atuação profissional", aconselha.

 
 
   
     
   
 
 
 
Comunidades profissionais
 
     
 
 

LinkedIn
O site americano conta com mais de 30 milhões de usuários e tem até uma ferramenta de busca para que as empresas façam buscas filtradas.

Plaxo
O americano Plaxo tem como proposta reunir familiares, amigos e principalmente criar redes
de relacionamento profissional.

Xing
O Xing é uma comunidade virtual alemã para profissionais a procura de emprego e para empregadores em busca de bons profissionais.

Via6
O Via6 é um site brasileiro que conecta profissionais de toda parte com interesses comuns.
A Via6 surgiu da teoria de que existem no máximo seis pessoas entre você e qualquer
pessoa no mundo. Por isso, manter contatos com o maior número de pessoas possíveis facilitará o conhecimento de novas experiências e oportunidades.

 
   
     
 
 
 
 
   
     
     
   
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