Outubro/Novembro 2008 - Edição 01  
     
 
 
           
   
 
Mercado Têxtil: boas perspectivas para 2009
 
 
     
     
 

Depois de uma onda de resultados desfavoráveis
em 2008, com a queda das exportações no Estado de São Paulo, o setor têxtil mostra sinais de recuperação para 2009.  

Os fatores que ocasionaram essa turbulência
no setor já são conhecidos, como a alta carga tributária, os juros elevados e a dificuldade
de crédito.


Rafael Cervone Netto, presidente do Sinditêxtil-SP, está bastante confiante para o próximo
ano e aposta em medidas do governo para aumentar as exportações no setor. “Estamos apostando que, em 2009, possamos reverter a balança comercial através da implementação do Plano de Desenvolvimento Produtivo”, salienta.

Segundo ele, além dos fatores macroeconômicos que impediram o superávit do setor,
quando se fala em mercado interno São Paulo tem uma das maiores alíquotas de ICMS do
país: 12%. Com isso, está em desvantagem competitiva com os demais estados também.

Mesmo com esse resultado, o mercado continua aquecido e o Brasil tem capacidade para atender às demandas do mercado interno. “O Nível de Utilização da Capacidade Instalada
- sem o ajuste sazonal - em maio, foi de 84,76%, o que indica que ainda há condições de aumentarmos a produção, caso necessário”, explica o presidente do Sinditêxtil-SP. 

Com impostos menores em outros países, os preços ficam mais competitivos, aumentando
o potencial importador. E essa facilidade de compra lá fora permite também o acesso da população a produtos e marcas antes não disponíveis no mercado brasileiro.

“Temos que considerar que nosso parque têxtil sofreu um enorme baque por conta de
acordos de importação, principalmente com o mercado asiático – China, por outro lado isso provoca uma grande concorrência com marcas nacionais que, de certa forma, é saudável,
pois faz com que nossos criadores busquem aperfeiçoamento e outras vantagens para o consumidor”, ressalta Flavio Roberto Lotufo, professor do curso de Negócios da Moda, do Uirapuru Superior.

O aumento nas importações de produtos têxteis e confeccionados vem ocorrendo desde
2006, sempre por conta dos altos impostos brasileiros e câmbio desfavorável. Mas, mesmo assim, o mercado interno se mantém aquecido, beneficiando não só a competitividade como também a empregabilidade.

“Não conseguimos gerar tantos postos de trabalho quanto gostaríamos, mas, por outro
lado, com o aquecimento interno, estamos mantendo os já existentes”, esclarece Cervone Netto.

O presidente do Sinditêxtil ainda destaca a região de Sorocaba como um importante Pólo
têxtil e de confecção, que apresenta números expressivos para o setor. “São 138 estabelecimentos que, juntos, empregam quase 4,5 mil pessoas”, enfatiza.

 
 
   
     
 
 
 
 
   
     
     
   
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