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Faculdade IBTA é representada em evento no Canadá |
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Com o objetivo de ampliar seus conhecimentos e agregar ainda mais valor à instituição, além de enriquecer o dia-a-dia de seus alunos, José Demísio, coordenador da unidade São José dos Campos, participou entre os dias 18 e 22 de julho, do WCCI (World Congress on Computational Intelligence), um dos maiores eventos sobre inteligência computacional, em Vancouver, no Canadá.
Sua participação foi marcada pela apresentação do tema "Fuzzy Decision in Airplane Speed Control", na qual abordou a tomada de decisão no controle de tráfego aéreo.
Para contar um pouco mais sobre sua participação no evento, Demísio foi entrevistado pelos alunos Priscila Paiva Luque e Denis Andrade, do quarto semestre do curso de Análise de Sistema de Informação, na unidade São José dos Campos, assim como Antony S. Leiras, do quinto semestre do mesmo curso. Entenda um pouco mais sobre o evento e "Fuzzy Decision in Airplane Speed Control".
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| José Demísio |
Antony S. Leiras |
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| Priscila Paiva Luque |
Denis Andrade |
Priscila – Gostaria que comentasse um pouco a respeito do projeto "Fuzzy Decision in Airplane Speed Control". Quais foram as variáveis de entrada e saída utilizadas, as dificuldades em determiná-las e o resultado obtido etc.?
José Demísio – O WCCI é um evento que acontece a cada quatro anos e reúne cerca de 1.200 participantes que trabalham com Inteligência Computacional, nas áreas de Redes Neurais, Lógica Nebulosa e Computação Evolutiva no mundo todo. O trabalho apresentado no evento é fruto de uma pesquisa de doutorado do aluno Agnaldo Volpi, sob minha orientação, e é voltado ao suporte a tomada de decisão no controle de tráfego aéreo. A principal motivação é o aumento contínuo e significativo do número de vôos nas rotas nacionais e internacionais, o que tem provocado grandes problemas para os controladores de tráfego aéreo no controle das aeronaves, principalmente na aproximação das pistas de pouso. O espaço aéreo é dividido em setores por onde passam as rotas. Considerando uma pista de pouso, os aviões são obrigados a manter velocidades específicas que caracterizam cada seção da rota na aproximação da pista. Assim, o sistema desenvolvido com lógica nebulosa (que suporta os modos de raciocínio aproximados, ao invés de exatos, como estamos naturalmente acostumados a trabalhar) permite a simulação de velocidades reais das diferentes aeronaves que estão no alcance dos radares das torres dos sistemas de controle, provendo informações importantes para o controlador de vôo poder redirecionar aeronaves em função das prioridades existentes para os diferentes tipos. Praticamente, o sistema monitora a velocidade da aeronave (entrada) e gera ações específicas (saída) para garantir que esta voe nos limites estabelecidos para a seção. As principais dificuldades para realização deste trabalho estão na obtenção de informações
de rotas e características de vôos. Os resultados obtidos foram extremamente satisfatórios, o que gerou interesses para pesquisadores da Turquia, Estados Unidos e Nova Zelândia.
Priscila - A mente humana trabalha com conjunto de valores, quantificadores, identificadores probabilísticos, certezas e incertezas para determinar uma resposta. Hoje, a lógica nebulosa consegue traduzir nossa mente para nível computacional?
José Demísio - Perfeito. A mente humana, por mais treinada que seja, utiliza-se sempre do raciocínio sob incerteza. Diariamente estamos tomando decisões que impactam nossas vidas, nas suas diversas facetas, mas todas são tomadas sob incerteza. Nosso objetivo como cientistas e pesquisadores em Inteligência Artificial ou Inteligência Computacional - IC é exatamente modelar a forma com agimos mentalmente para podermos construir sistemas que sejam capazes de reproduzir ações que fazemos diariamente e que podem ser automatizadas, mas com capacidade de adaptação. A lógica nebulosa baseia-se na teoria dos conjuntos nebulosos e tenta modelar os sistemas por meio de uma lógica não-clássica que estende o conceito de verdadeiro e falso, para graus de pertinência a um conceito. Um exemplo clássico é definir alguém alto e baixo. Na forma clássica estabelecemos limites para a definição e aceitamos ou rejeitamos um indivíduo conforme ele se encaixa ou não nos limites. Assim, se o limite mínimo para o conceito pessoa alta é 1,70m, a pertinência de alguém com 1,68 m, no conjunto de pessoas altas, será igual zero, considerando a lógica clássica. Na lógica nebulosa esse mesmo alguém poderia apresentar um grau de pertinência a esse conjunto, como por exemplo, 0.85. Entretanto, o estabelecimento dos limites para as definições de conceitos nebulosos, depende dos projetistas e dos usuários dos sistemas desenvolvidos podendo variar subjetivamente. Portanto, a lógica nebulosa pode ser usada para modelar algumas formas de resolução de problemas que utilizamos diariamente, mas certamente não é a única que pode ser usada para este propósito. |
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Agosto/Setembro 06
Edição 09 |
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O professor de Logística, Raul Arellano Caldeira Franco, da unidade Campinas, discorre sobre
os fatores fundamentais
para a formação de um profissional de primeiro
nível na área de logística. |
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