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Ética
e responsabilidade social |
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Com
o objetivo de compreender cada vez mais as
questões relacionadas a ética
e responsabilidade social,
os alunos Rodrigo Corrá, do quarto
semestre do curso
de Desenvolvimento Web, e Ana Maria Moura,
do terceiro
semestre do curso de Gestão de Marketing,
ambos da
Unidade São José dos Campos,
entrevistaram as professoras Maria Lúcia
Baltazar Cândido, de Ética e
Responsabilidade Social, e Rosana Aparecida
Calobrisi, de Ética, Direito
e Internet e de Gestão Empresarial.
Nas entrevistas fica claro que esses assuntos
dizem respeito
a todos e não só a uma minoria.
“Qualquer um pode contribuir para a
valorização da ética
e da responsabilidade social. Para isto não
é necessário ter dinheiro. Basta
ter boa vontade”, diz Maria Lúcia.
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| Maria
Lúcia Baltazar |
Rosana
Aparecida Calobrisi |
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| Ana
Maria Moura |
Rodrigo
Corrá |
Ana Maria Moura - Qual o valor da ética
e responsabilidade social dentro das empresas
e junto à sociedade?
Maria Lúcia Baltazar - O valor
da ética para as organizações
não é mensurado quantitativamente,
como um indicador de produtividade, ou lucratividade,
por exemplo, mas o que ela traz como retorno
reflete qualitativamente em diversos aspectos
organizacionais e, como conseqüência,
é possível observar variações
positivas, medidas também, por indicadores
quantitativos.
Rodrigo Corrá - Como a senhora vê
a importância da ética e da responsabilidade
social na sociedade moderna?
Rosana Aparecida Calobrisi - Vivemos
momentos turbulentos na sociedade moderna
com relação à questão
“valores”, seja pertinente às
relações humanas, ou no que
diz respeito à relação
do ser humano com o meio ambiente. Esse movimento
de retomada de uma postura ética e
socialmente responsável precisa sim
ser um movimento que envolva a sociedade como
um todo, ou seja, as comunidades, os cidadãos,
os profissionais e as empresas. Esta mudança
de paradigma, de uma postura de distanciamento
e pouco caso para o que ocorre na minha comunidade,
no meu país e no mundo, para uma postura
de conscientização, de respeito,
de solidariedade e identificação
da necessidade de ações a serem
tomadas, precisa se firmar para caminharmos
para uma sociedade mais justa.
Ana Maria Moura - Qual o papel das universidades
na valorização da ética
e responsabilidade social?
Maria Lúcia Baltazar - As
universidades, também, devem adotar
princípios éticos e desenvolver
ações socialmente responsáveis,
pois como organizações, devem
exercer o seu papel social. Porém,
o que considero como fundamental, é
a contribuição que podem dar
ao desenvolvimento das pessoas, que fazem
parte das organizações e que
são responsáveis por toda esta
"teia" de relacionamentos. O crescimento
e o desenvolvimento das sociedades trouxe
para a humanidade alguns problemas, tais como,
desigualdade de distribuição
de renda, violência, marginalidade etc.
Neste contexto, os valores sociais, morais
e éticos acabaram sendo negligenciados
e esquecidos, agravando, ainda mais, o quadro
problemático que todas as sociedades
enfrentam. As universidades podem resgatar
a importância destes valores e conscientizar
a todos sobre a sua missão dentro da
comunidade – seja ela empresarial, estudantil,
ou de qualquer outra unidade social.
Rodrigo Corrá - As universidades também
são importantes
na valorização destes conceitos?
Rosana Aparecida Calobrisi - Sim.
Cabe às universidades não apenas
informar, mas, também, formar cidadãos.
Nesse sentido elas precisam funcionar como
elementos multiplicadores de conceitos que
possibilitem a valorização de
ações e projetos que despertem
a consciência dos alunos e da comunidade
para uma postura profissional ética
e socialmente responsável. De forma
que essa formação permeie suas
futuras ações profissionais.
Ana Maria Moura - Como o cidadão comum
pode contribuir para a essa valorização
no seu dia-a-dia?
Maria Lúcia Baltazar - Qualquer
um pode contribuir para a valorização
da ética e da responsabilidade social.
Para isto não é necessário
ter dinheiro. Eu digo que basta ter "boa
vontade". Diversas ações
podem ser realizadas por meio de trabalho
voluntário. Não é necessário
esperar por uma ação da empresa
na qual trabalha, ou uma campanha da igreja
que freqüenta, ou um programa governamental.
Sempre podemos doar algo, e esta doação
não é aquela em que "jogamos
fora o que não nos serve mais",
mas sim, "dar um pouco do que temos de
bom, sem esperar nada em troca". A recompensa
deverá ser o bem que fazemos ao próximo.
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Julho/Agosto 2006 - Edição
08 |
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Por
José Milani
Professor de Gestão de Projetos, Fundamentos
de Hardware e Tomada
de Decisão, na Unidade Campinas, fala
sobre a
evolução do processo de votação
com a adoção
da tecnologia das urnas eletrônicas. |
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