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Tornar o
mundo um lugar melhor |
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Tornar
o mundo um lugar melhor para se viver
é o ideal que norteia a vida
de bilhões de pessoas em todo
o planeta, seja por meio de engajamento
em OnGs (Organizações
Não Governamentais) ou em ações
na comunidade.
A professora Nizi Voltarelli Morselli,
que leciona Estatística para
os cursos de Gestão, faz parte
deste grupo, que contribui diariamente
para preservar os recursos disponíveis,
e é também a |
convidada do Muito Além desta edição.
Reciclagem – “Eu coleto
papel na Faculdade IBTA junto aos colegas
professores, na área administrativa
e também na parte acadêmica para
contribuir com um projeto social em São
Caetano do Sul. Todos os meus colegas já
conhecem essa atividade e colaboram com provas
e trabalhos antigos, restos de provas, entre
outros”.
Exemplo de solidariedade e reciclagem
– “Em 1989, conheci o professor
de educação física, Vicente
França, quando trabalhava em uma escola
municipal de São Caetano do Sul. França,
desde 1985 atuava junto a crianças
carentes. O trabalho dele começou quando
alguns alunos não tinham espaço
suficiente para treinar na escola e para resolver,
levou a turma, com mais de 100 crianças,
até o estádio Municipal de São
Caetano Sul. Somente em 1992 o prefeito do
município cedeu um espaço, em
regime de comodato, por 20 anos. Nessa época,
ele começou, então, a campanha
do papel, latinha de alumínio, vidro
e tudo mais que pudesse ser reciclado, para
que as crianças pudessem participar
da Federação Paulista de Basqueteball,
já que não havia verba da prefeitura.
Porém, em 1997, o professor e as crianças
foram despejados do espaço. Sem saber
para onde ir, França continuou com
sua campanha de material reciclado para comprar
ou alugar um outro local, até que,
após quatro anos, apareceu o Espaço
Chico Mendes. Mas até hoje, a batalha
do professor Vicente França continua.
Ele sonha em ter uma sede própria para
dar continuidade ao trabalho com as 20 crianças
que freqüentam o local, que é
pequeno e impede o atendimento de mais alunos,
tanto de São Caetano do Sul, como das
cidades vizinhas”.
A reciclagem nos dias atuais
– “Deveria haver uma lei que obrigasse
as pessoas, escolas, repartições
públicas e empresas a reciclarem seus
papéis. Quantas árvores seriam
poupadas e como estariam nossas reservas florestais
se a reciclagem fosse obrigatória?”
As barreiras para a reciclagem –
“Entre os impedimentos, estão
a falta de conscientização e
educação da população
sobre o que pode ser feito com uma simples
folha de sulfite, em vez de ser jogada fora,
um jornal abandonado na rua ou os panfletos
de novos edifícios que são distribuídos
nos faróis nos finais semana. Tudo
isso poderia ser recolhido e levado para a
reciclagem. Hoje tem até rede de supermercado
recolhendo este tipo de material. Cito também
a falta de vontade das pessoas em participarem
da separação do que é
reciclável ou não”.
Tendências – “Depende
da boa vontade do poder público em
divulgar como reciclar material desde a Educação
Infantil. Assim, com certeza, a Amazônia
seria poupada e o mundo seria bem melhor.
Não teríamos o efeito estufa,
por exemplo. Se o Brasil não partir
para uma ação mais direta quanto
à reciclagem, será que daqui
a dez anos teremos tanto papel como hoje?”
Conscientização –
“O poder público poderia fazer
uma cartilha bem simples e explicativa para
divulgar junto à população
sobre como fazer a separação
de material para reciclagem. Não esquecendo
que a Educação Ambiental é
disciplina obrigatória desde a Educação
Infantil. Além disso, a coleta seletiva
ajudaria em tudo, desde a conscientização
da população, e principalmente
das crianças, do poder de recriar algo
a partir de um material que não tem
mais uso para alguém. É tão
fácil fazer separação
de matérias recicláveis. Se
a minha sogra, que tem 83 anos faz a separação,
por que as crianças, as empresas e
a maioria das escolas não fazem?”.
Dica de leitura
www.compam.com.br/ |
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