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Os caminhos
para o sucesso do Comércio Eletrônico |
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“A
internet, desde sua formação,
ainda é uma grande lista de informações.
O consumidor usa e irá usá-la,
cada vez mais, para pesquisar e comparar
preços e produtos. Portanto,
se a sua empresa não estiver
nessa lista, poderá perder oportunidades
de negócios”.
O mundo virtual está cada vez
mais presente na vida do ser humano.
Diferente de alguns anos atrás,
hoje as pessoas movimentam |
contas bancárias, compram livros, CDs,
passagens aéreas, entre outros itens,
com uma grande rapidez e eficácia.
No entanto, quem quer aderir ao comércio
eletrônico, seja para incrementar vendas
ou para oferecer um canal direto com o cliente,
precisa se atualizar para se diferenciar da
concorrência.
Nesta entrevista, concedida para a IBTA News,
o professor de Comércio Eletrônico,
Daniel Galelli, explica como os empresários
brasileiros podem agir para entrar no varejo
on-line de forma correta e com foco em resultados.
Como gerenciar o negócio e proteger-se
da concorrência, no caso de empresas
que não estão no mundo virtual?
O ato de surpreender o cliente no atendimento
é uma grande arma para concorrer com
o mundo virtual. Se o cliente vai até
você, o processo de compra tem que possuir
uma experiência sublime, uma sensação
de exclusividade. Isso pode valer muito mais
do que o produto simplesmente. Relacionamento
é uma das saídas. Há
um grande contra-senso. Empresas investem
milhões no comércio eletrônico
e não possuem sequer um competente
setor de pós-venda. Ou o que é
pior, não dominam as necessidades e
desejos de seus clientes. Muitas vezes uma
simples pesquisa poderia resolver problemas
de faturamento que o e-commerce nunca
resolverá por si só.
Como pequenos e médios empresários
devem se preparar para esse cenário?
Imagine uma loja de sapatos em um shopping
center: a proprietária poderia optar
por investir no comércio eletrônico
ou buscar diferenciais para o relacionamento
com seus clientes. Provavelmente, desenvolver
toda uma operação de compra
e venda pela web vai custar mais do que servir
champanhe todas as noites para a clientela.
De qualquer forma, não dá para
deixar de pensar no comércio eletrônico.
O principal é contratar uma empresa
especializada para criar o Plano de Negócios
virtual. A partir do momento em que se está
na rede, as demandas serão variáveis
e irregulares, a operação deve
contemplar uma logística perfeita entre
estoque, produção, entrega e,
acima de tudo, a transação financeira.
Se alguma parte falhar, será muito
difícil reconquistar o cliente. Logo,
o planejamento minucioso será o diferencial
nesse cenário para quem não
possui capacidade elevada de investimento.
Qual é o conceito correto de comércio
eletrônico?
Comércio eletrônico é
a forma de troca efetuada pela web na qual
a pesquisa, a escolha, a transação
monetária e até mesmo a entrega
não necessitam de relacionamento presencial
entre os participantes (produtor, intermediário
e consumidor). Todo o processo acontece virtualmente,
por meio de tecnologias de informação.
No futuro, as empresas migrarão para
o mundo virtual ou o comércio eletrônico
será uma área de negócios?
Alguns especialistas acreditam que todas as
empresas precisarão estar no meio virtual
para concorrer. Mesmo que seja apenas uma
vitrine de seus produtos e que a operação
propriamente dita de troca e transação
via web não esteja disponível.
A internet, desde sua formação,
ainda é uma grande lista de informações.
O consumidor usa e irá usá-la,
cada vez mais, para pesquisar e comparar preços
e produtos. Portanto, se a sua empresa não
estiver nessa lista, poderá perder
oportunidades de negócios.
Como manter a excelência no atendimento
e não desgastar a imagem, já
que o comércio eletrônico ainda
é muito recente no País?
Algumas empresas investiram milhões
no desenvolvimento de suas plataformas de
e-commerce e acabaram jogando dinheiro
fora. Sem um Plano de Negócios bem
feito, a chance de fracasso é grande.
Antes de mais nada, a empresa deve analisar
suas forças competitivas, suas fraquezas
e as características de seu ramo de
negócios. Não dá para
imaginar mais uma livraria que não
esteja na web. Por um outro lado, uma cantina
italiana poderá perder o foco se entrar
no comércio eletrônico e deixar
de lado suas vantagens competitivas como um
ambiente agradável, massas frescas,
garçons envolventes e a experiência
única de uma boa macarronada com a
família.
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Maio / Junho 2006 - Edição
07 |
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Por
Marcelo Desiderato Vessoni
Professor que ministra disciplinas de gerência
de projeto, modelagem de negócios e
arquitetura web, na Unidade Campinas, desvenda
o que é Offshore Outsourcing
e mostra as oportunidades crescentes para
os profissionais de Tecnologia da Informação
no mercado brasileiro. |
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