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Isso
sugere que o compartilhamento de informação
entre os membros oferece uma vantagem evolucionária:
essa é a hipótese fundamental
no desenvolvimento da otimização
de enxame de partículas. Pássaros
e peixes ajustam seus movimentos para evitar
predadores, procurar comida e cônjuges,
otimizar parâmetros ambientais, tais
como a temperatura, entre outros. Em relação
às colônias de formigas, observou-se
o comportamento social desses insetos e alguns
aspectos chamaram nossa atenção:
• cada inseto parece agir
como se possuísse sua própria
agenda; • provavelmente não
há um supervisor no grupo e, neste
caso, como explicar a complexidade dos trabalhos
coletivos realizados? • há
grupos de insetos especializados em uma determinada
tarefa; • como a cooperação
acontece?
Esses aspectos chamam a atenção
dos cientistas da computação,
pois, unidades simples (insetos) são
capazes de realizar tarefas sofisticadas.
Podemos reproduzir tal comportamento dentro
dos sistemas computacionais? Sim, podemos
e é isso que estamos fazendo. Muitos
aspectos do comportamento de grupos de insetos
são estudados por teorias de Auto-Organização
(Self-Organization), que visam entender como
indivíduos simples podem construir
sociedades com comportamentos complexos. Tais
teorias são utilizadas para projetar
sistemas distribuídos artificialmente,
que chamamos de sistemas de Enxames Inteligentes.
Esta é uma nova área na ciência.
Como fazer os jovens se interessarem
pela ciência e se especializarem no
assunto?
O interesse pela ciência vem da vocação
de cada indivíduo. Quando me perguntam
o que um cientista faz no seu dia-a-dia, eu
sempre respondo: estuda muito. Evidente que
a divulgação de trabalhos científicos,
em uma linguagem acessível aos leigos,
facilita o conhecimento científico
e, consequentemente, a descoberta de vocações
não conhecidas nos jovens.
Como é o mercado científico
no Brasil?
É complicado, pois o cientista tem
sempre que lidar com a falta de verbas adequadas
para a realização de projetos
científicos. Além disso, o salário
de um cientista iniciante não é
nada atrativo. De fato, para se enveredar
por esse caminho é necessário
ter vocação para a ciência,
senão, no primeiro obstáculo,
a pessoa partirá para o mercado de
trabalho não-científico.
Quais são as suas recomendações
para os jovens cientistas?
Se a pessoa já é um cientista,
a recomendação é “tenha
perseverança”. Se ainda não
está nessa área, a recomendação
é “pense se você quer ficar
o dia todo estudando”. |
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Março / Abril 2006 - Edição
06 |
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Por
Dulce Adorno
Professora de Comunicação
e Expressão da Faculdade IBTA, unidade
Campinas,
a partir da globalização e seus
diversos avanços, discorre sobre o
objetivo
da educação e a nova
ordem das universidades brasileiras. |
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