Para isso, a reestruturação curricular iniciada em 2000, procurou manter as disciplinas das Áreas de Humanas, nas duas primeiras séries das faculdades, reduzindo-as à carga semestral, sintetizando os programas anuais, para que coubessem em poucos, provocando a rarefação do conhecimento e privilegiando-se as disciplinas específicas tendo em vista a profissionalização.

A mudança curricular foi necessária, pois não é possível conceber a educação sem pensar em inserção social, uma vez que a escola mora no contexto das transformações sociais, políticas, culturais e tecnológicas. Mas, para entendê-lo e nele situar-se de modo adequado, é preciso conhecer o passado que o produziu; a memória que é base da consciência, porque o passado fundamenta as escolhas do presente, que lhe adiciona a experiência ativada em direção ao futuro.3

2. NOVA ORDEM E EDUCAÇÃO

Essa nova ordem mundial alicerçada em um sistema de integração de mercado, levou os países dos blocos nacionais, para garantir seu equilíbrio econômico, a criarem medidas de cerceamento e restrição ao mercado de importações para os produtos provenientes das nações em desenvolvimento, que aumentaram seus índices de pobreza.

Por isso, é necessário clareza a respeito da globalização, para que se possam tomar decisões conscientes: as que signifiquem a atualização do sistema educativo, como as que fazem parte da memória da educação direta ou formal, para que ela não perca seu rosto.

Logo, na época da interdisciplinaridade, quando os conhecimentos não mais são compartimentados, é importante saber o que se pode “tomar emprestado dos vizinhos” para que o sistema não se desfaça e nem se confunda. Importa definir limites para a Educação, para que não se submeta só aos interesses do mercado, ao abandonar sua história de avanços a partir da observação, da reflexão e da crítica, com vistas à consecução da sociedade mais justa.


3. MERCADO E EDUCAÇÃO: ALGUNS LIMITES

Se a globalização exclui do mercado um grande contingente populacional, o mundo continua dividido, de forma que os ricos participam da economia e os pobres, por sua vez, não têm acesso ao mercado de trabalho e, muito menos, às tecnologias de informação. Mesmo assim, muitas instituições de ensino passaram a tratar os estudantes como clientes. É preciso, pois, situar o limite que deve existir entre o ser que se educa e o cliente que se conquista para o mercado, porque a educação é um direito do qual ninguém pode ser privado.
 
     
 
   
  Março / Abril 2006 - Edição 06
   
 
 
   
  Por Dulce Adorno
Professora de Comunicação
e Expressão da Faculdade IBTA, unidade Campinas,
a partir da globalização e seus diversos avanços, discorre sobre o objetivo
da educação e a nova
ordem das universidades brasileiras.
   
 
 
   
 
 
     
  Segurança da Informação
Nelson Uto, professor de Tecnologia da Informação, na unidade Campinas, representou a Faculdade IBTA em evento sobre Segurança da Informação na Universidad Tecnica Federico Santa Maria, no Chile, junto com mais cem pessoas, que se reuniram para facilitar a troca de conhecimento e a criação de redes de colaboração.

 
     
 
 
     
 
     
  Manufatura digital na Alemanha Campinas  
     
  Aluno IBTA é Embaixador Microsoft
São José dos
Campos
 
     
  IBTA em evento do MEC, em Brasília
São Paulo
 
 
     
 
 

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