ibta news
artigo
O espaço cibernético e seu emprego como agente de instabilidade de uma nação: uma visão sobre a guerra cibernética
por Edson Kowask

No processo natural de globalização que vive atualmente a humanidade, a tecnologia da informação tem tido um papel preponderante. A proximidade e facilidades por ela proporcionada têm permitido um crescimento humano e social em todos os sentidos, inclusive no aspecto de segurança e da falta desta. É comum vermos divulgados falhas e problemas ocorridos que tiveram como origem a não observância de algum princípio em uma das dez áreas de conhecimento da segurança em TI definidos pelo ISC2 - International Information Systems Security Certification Consortium.

A descoberta de falhas e vulnerabilidades nos diversos processos que envolvem a segurança de TI tem permitido o surgimento e o crescimento do chamado cybercrime. Este, como uma evolução natural, tem permitido surgir uma nova linha de hipóteses de guerra chamada cyberwar, a guerra cibernética. Neste artigo pretendemos iniciar uma identificação e análise da cyberwar e seus possíveis reflexos para a segurança nacional , tendo como base para estudo os serviços críticos, principalmente os relacionados ao campo das Telecomunicações e Redes.
Identificação Conceitual

O cybercrime é aquele realizado através dos meios computacionais e com o uso de variadas tecnologias contra pessoas ou entidades com o intuito de auferir benefício próprio ou prejudicar a estrutura de funcionamento ou a imagem pública do atacado.

Em 23 de novembro de 2001, quarenta e três países, incluindo os Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Japão e estados-membros do Conselho da Europa, assinaram em Budapeste, a Convenção Internacional contra o Cibercrime. Este tratado qualificou o cibercrime em quatro tipos: os crimes contra o sigilo, integridade e disponibilidade dos dados e sistemas; crimes digitais, como as falsificações e fraudes; as infrações relativas ao conteúdo dos dados, como os de pornografia infantil; e as infrações relacionadas à propriedade intelectual.

Numa evolução um pouco mais complexa de cybercrime, chegamos ao ciberterrorismo. Nesse tipo de crime, grupos e/ou entidades associadas a governos ou não atuam com o objetivo de disseminar o terror. Dentre os estados de gradação do medo, o terror é um dos seus estados mais intensos e aplicados por um período prolongado, visando criar uma desestabilização a partir da exploração maciça e de forma desordenada de problemas que afetam a população de modo geral. Isso causa insegurança e desconfiança na capacidade do governo de solucionar problemas, levando à instabilidade política.

O terrorismo cibernético age como a Guerra Psicológica atuando de forma dissimulada através da divulgação de notícias falsas e boatos, que se difundem rapidamente, agindo contra agentes do governo e outras entidades de renome nacional, com o objetivo de derrubar o governo.

Numa posição mais elevada, temos a cyberwar (guerra cibernética ou ciberguerra), que tem como objetivos levar o inimigo a uma situação de paralisia estratégica. Esta é alcançada quando são atacados os centros dos poderes civil e militar e ainda os principais centros de comunicação e controle dos chamados serviços críticos, como sistemas de comunicações, saúde pública, energia e outros.
continua
VEJA TAMBÉM
artigo
A Pós-graduação da Faculdade IBTA promoveu, no mês de junho, o "Primeiro Seminário de Gestão Empresarial" com a presença de Mauro Muratorio Not, ex-diretor da Microsoft Brasil, e de José Geraldo Antunes, Chief Information Officer - CIO da Klabin.
Faculdade IBTA firma convênio com empresas do grupo Telefônica.
bloco de notas
inscrições abertas
Confira aqui as novas turmas
do Centro de Treinamento da
Faculdade IBTA.
conferir


 

ibmec
notas são paulo notas campinas notas são josé dos campos topo home ibta ibta news