Caso de Sucesso – Odnides Pereira
 
 

Se para muita gente, hoje, fazer um curso superior não é garantia de emprego, para Odnides Pereira não só é, como também é a passagem para uma promoção. Depois de perder várias oportunidades de ascensão profissional por falta de uma qualificação superior, ele ainda estava na lista de corte de funcionários da empresa. “Anos atrás com o salário que

Odnides Pereira – curso superior foi decisivo para sua permanência no emprego e promoção.

  recebia conseguia fazer muitas coisas, por esse motivo não me preocupava com isso. Mas, com a
concorrência do mercado, comecei a sentir a necessidade de buscar um curso para me qualificar”, ressalta Pereira.

A Telefônica, empresa em que trabalha até hoje, há dois anos, fez uma parceria com várias instituições de ensino superior ampliando a oportunidade de estudo para os funcionários. Nessa busca por um curso, Pereira ligou em várias instituições parceiras para se informar e avaliar o curso que pretendia fazer. Decidiu, então, inscrever-se no vestibular para o curso de Marketing na Faculdade IBTA. “Para mim, o vestibular era um objetivo. Eu estava fora da sala de aula há 25 anos”, comenta.

Na prática

Cursando o tecnólogo em Marketing, Pereira percebeu que além do trabalho diário, para conseguir se destacar dentro da empresa era necessário ter um bom relacionamento, seja com os colegas, seja no desenvolvimento da sua própria função. “Eu era aquele profissional técnico competente, que conseguia resolver o problema e só, fazia a minha parte. Durante o curso, eu percebi que não era apenas aquilo que eu tinha de fazer, apesar de ter conhecimento. Eu não tratava as pessoas como deveria e não fazia o meu marketing, ou seja, nunca mostrei para ninguém o que eu estava fazendo”, salienta.

Segundo ele, as disciplinas estudadas e o corpo docente foram fundamentais para o enriquecimento do seu trabalho. “A faculdade me fez evoluir muito. O corpo docente é muito bom, consegui absorver tudo o que me passaram e tentei não decepcionar ninguém”. Pereira várias vezes aplicava conceitos estudado em sala de aula no seu dia-a-dia. “Eu estava fazendo um trabalho para empresa. Com os conceitos e as regras que aprendi em metodologia científica, fiz uma monografia do trabalho que eu estava desenvolvendo na empresa e mandei para o vice-presidente. Ele me respondeu elogiando muito o trabalho”, conta.

Preconceito

Quando entrou na faculdade, Pereira tinha 46 anos, e era um dos mais velhos da sala; motivo certo para todos acharem que ele não iria até o fim. Mas, isso não o intimidou, ao contrário, os colegas perceberam o seu esforço e dedicação, e começaram a enxergá-lo com outros olhos: o de incentivo. “Na empresa, os colegas que não estavam estudando começaram a me olhar como espelho e se animavam para voltar a estudar. Servi de incentivo até mesmo para o meu filho, que decidiu fazer administração”, lembra.

Para ele, o curso era bastante sintonizado com o mercado de trabalho e o corpo docente era bastante qualificado. “Os professores dão uma atenção especial em sala de aula e têm jogo de cintura para lidar com a turma. O curso não tinha moleza”.

A promoção

Pereira já pode se considerar um caso de sucesso, porque além de garantir o emprego, que estava sendo ameaçado, ainda foi promovido a analista de telecomunicações. “O último corte que teve foi no final de 2006 e eu estava na lista para ser demitido. Quando eles souberam que eu estava fazendo curso superior desistiram da demissão”, relembra.

O limite do salário de analista é maior que o de coordenador técnico, cargo que Pereira ocupava antes de fazer faculdade. Ou seja, agora, neste segmento de atuação, ele pode almejar novos cargos. “Inclusive dentro da empresa tem um banco de oportunidades, com outros cargos. E a primeira exigência é o curso superior, e isso eu já tenho”, orgulha-se.

Pereira não pretende parar por aí, mesmo faltando dois anos para sua aposentadoria, ele pretende continuar, quem sabe até fazer uma pós-graduação.

Dicas de leitura
Livros: Cem anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez
Ensaio sobre a Cegueira – José Saramago
Princípios de Marketing – Philip Kotler


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