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Oziel Moreira Neto
Como a plataforma Java Enterprise está facilitando o desenvolvimento e implantação de aplicativos e sistemas integrados para criar novos negócios.
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Controvérsias
É muito comum que um projeto de um novo aplicativo leve para ser construído mais que nove meses de desenvolvimento e mais três meses de implantação. E é mais comum ainda um projeto de um novo sistema integrado levar mais que dezoito meses de desenvolvimento e seis meses de implantação.
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Os negócios, muitas vezes guiados pela demanda dos clientes, não podem esperar tanto tempo para um sistema de informação ficar pronto para ser operado, a máxima “tempo é dinheiro” rege essa lei dos negócios.
Temos então a árdua tarefa de “alinhar a estratégia do negócio com a tecnologia da informação”. Mas isto está ficando cada vez mais difícil, pois os sistemas e aplicativos estão cada vez mais complexos e integrados. Para piorar este cenário, a forma como os negócios são feitos mudam rapidamente e da noite para o dia, seja por uma adequação legal ou pelas necessidades de sobrevivência num mercado cada vez mais competitivo e globalizado.
Nesta equação, a única certeza que temos é que os negócios mudam com uma velocidade tremenda. Ou seja, temos que ter mais eficiência e agilidade no desenvolvimento e implantação de sistemas para atender às necessidades de negócio. Mas como?
Java Enterprise, “Open for Business”
Desde 1995, a Sun Microsystems vem desenvolvendo a tecnologia Java™. Em 1997 foi lançada a plataforma Java Enterprise (conhecida como J2EE 1.2), que trazia um conjunto de especificações e componentes pré-construídos para a construção de aplicativos integrados, com foco em aplicações Web 1.0.
De 1997 até os dias atuais, cada vez mais empresas vem adotando a plataforma Java Enterprise como tecnologia para desenvolvimento de aplicativos, justamente por facilitar o desenvolvimento e a implantação de sistemas integrados.
A plataforma Java Enterprise 5 (conhecida como Java EE 5) traz as maiores mudanças na forma como desenvolvemos software, comparando com as versões anteriores, temos uma economia média de 25% de linhas de código e 35% menos classes (1). Assim temos menos erros em programas e mais qualidade.
Na versão atual, temos quatro principais tecnologias (2), que quando combinadas adequadamente, facilitam a flexibilização dos softwares para atender às demandas de negócio:
• JSF (JavaServer Faces™ 1.2) que traz componentes visuais que facilitam o desenvolvimento de aplicativos para os padrões Web 2.0
• EJB3 (Enterprise JavaBeans™ 3.0) que facilita a implementação de acesso a dados e criação de componentes de serviços de negócios.
• JPA (Java Persistence API) que provê mecanismos robustos e ágeis para o mapeamento de Objetos Java para tabelas de bancos de dados relacionais.
• JBI (Java Business Integration) que fornece um modelo de SOA (Service Oriented Architecture) e um processador BPEL (Business Process Execution Language) integrados, provendo gerenciamento avançado e agilidade na integração de processos de negócio.
Para facilitar ainda mais o processo de desenvolvimento e melhorar a qualidade dos softwares escritos pelos desenvolvedores da comunidade Java, a Sun Microsystems e a NetBeans distribuem gratuitamente o ambiente de desenvolvimento integrado NetBeans IDE(3), com um ferramental completo de: modelagem e documentação UML, “Wizards” para facilitar a criação componentes, “Profiler e Debug” para depuração e otimização de código, “RAD” desenvolvimento rápido de aplicações baseado em modelos pré-definidos, etc.
Conclusões
Combinando metodologias ágeis de desenvolvimento como XP (eXtremme Progamming) e Agile Modelling (modelagem ágil) com as ferramentas Java Enterprise 5 e NetBeans IDE, podemos modelar, desenvolver, testar e publicar aplicativos e sistemas em prazos menores, com qualidade e que atendam as mudanças nos rumos dos negócios.
Dessa forma, transformamos a área de tecnologia da informação de reativa para pró-ativa, permitindo que ela inclusive crie novas maneiras de fazer negócios, ou seja, “Open for Business”.
Oziel Moreira Neto (oziel@oziel.com.br) é Consultor Sênior de Tecnologia e Computação Distribuída. Trabalha há 12 anos com Projetos e Desenvolvimento de Sistemas.
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