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O desenvolvimento do comportamento humano |
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Viver em sociedade requer um aprimoramento constante do comportamento humano, para que as relações, tanto pessoais como organizacionais, sejam saudáveis. Para falar sobre o assunto, a IBTA News convidou a professora Carla Borges, de Comportamento Humano, da Unidade Campinas, que desvenda os mitos sobre essa competência tão importante nos dias atuais.
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Aprimoramento do comportamento humano - “Aprimorar
o comportamento humano é essencial na sociedade em que vivemos, na qual competências como relacionamento interpessoal, jogo de cintura, flexibilidade e trabalho em equipe nos são exigidas o tempo todo. Esse é o diferencial competitivo exigido nas organizações e que também dever ser buscado
no lado pessoal, para nos desenvolvermos e crescermos como seres humanos. Em termos de orientações, deve-se ler bastante sobre o assunto; buscar autoconhecimento, observando suas próprias atitudes, o que abala ou alegra
e em quais situações; observar as pessoas ao redor; escutar feedbacks com ouvidos de quem quer crescer; além do aprendizado mais rico que podemos buscar, que é por meio
dos relacionamentos”.
Relações pessoais e profissionais – “Se você não desenvolve as competências citadas acima, não terá um bom relacionamento e isso com certeza vai influenciar na vida pessoal e profissional, afetando, por exemplo, a produtividade no trabalho e a felicidade na vida pessoal, que sem amizades sinceras, interações e trocas para aprendizado, perde o brilho”.
Falhas no comportamento humano – “As principais falhas que interferem nas relações são: mau humor, falta de paciência, o não compartilhamento do conhecimento, falta de comprometimento, falta de consideração e empatia (se colocar no lugar do outro)”.
Contribuição para as organizações – “As organizações buscam resultados por meio de soluções de sucesso e isso só se torna possível com o capital humano. Sem pessoas as organizações não sobrevivem; mais que isso, sem pessoas competentes e talentosas. E não tem como não relacionar competência e talento ao comportamento humano. As pessoas não conseguem criar projetos/processos que geram valor e diferencial competitivo sem criatividade, trabalho em equipe, relacionamento, percepção e observação apuradas, liderança, etc”.
A influência das empresas - “A cultura e os valores da empresa são as principais influências. As pessoas procuram se desenvolver naquilo que percebem que têm valor para a empresa, no que cria identificação com a companhia e com as pessoas nela inseridas. Para isso ser efetivo, é preciso vir de cima para baixo atitudes que condizem com a cultura e valores, pois as pessoas aprendem por meio de exemplos também. A questão é que hoje as empresas desenham o perfil comportamental para contratar pessoas adequadas à sua cultura e valores. Por isso, a importância do que tanto estamos discutindo, que é a busca do desenvolvimento do comportamento humano continuamente, pois a falta das competências comportamentais pode barrar a entrada de um candidato na empresa”.
Compreensão e desenvolvimento – “O autoconhecimento faz com que você tenha clareza de quais suas competências fortes e quais precisa desenvolver, e mais que isso, quais quer desenvolver. Por isso a importância de conhecer o ambiente, pois a cultura da organização e os valores têm que ‘bater’ com os seus valores pessoais. O segredo é querer esse desenvolvimento e acreditar que isso tem valor, pois não adquirimos competências comportamentais se isso não fizer sentido individual, só porque a empresa exige. Até porque nesse caso não será bom para a pessoa, pois não sentirá prazer no ambiente, nem no trabalho; nem tão pouco para a empresa, que terá um colaborador desmotivado, que não trará diferencial”.
Dicas de leitura ”Men at Work”, Paulo Gaudêncio, Editora Gente, 1994
Coach: um Parceiro para o Seu Sucesso , Ane Araújo, Editora Gente, 1999
Empresas feitas para vencer (Good to Great), Jim Collins, Editora Campus, 2001 |
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Dezembro 06
- Edição 11 |
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Fabrício Pessato Ferreira, coordenador da Graduação em Gestão Financeira, da unidade Campinas, discorre sobre a política financeira
no Brasil. |
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