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Conscientização – “Essa é uma tarefa que considero bem difícil, mas o caminho é a informação. Por exemplo, pouca gente deve saber que uma andorinha, num único dia, pode comer até dois mil insetos. Aprendemos como funciona a cadeia alimentar na escola, mas muitas pessoas se esquecem de que cada animal tem seu papel. Em relação aos pássaros, um problema é que a criação é um hábito cultural muito antigo, além do que, eles dão lucro. Basta ver que o tráfico de animais silvestres representa a terceira maior atividade ilícita do mundo, em termos de recursos mobilizados, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas, de acordo com dados do Projeto Esperança Animal. Algumas espécies praticamente já não existem mais na natureza, como o curió, mas podem ser encontrados em gaiolas em todo o Brasil. Além do tráfico, outra causa de extinção é a perda de habitat, com o desmatamento de áreas naturais”.
Caminho para conscientização – “É a educação e a informação. Temos que ter, nas escolas, aulas de educação ambiental e temos também que aprender a conviver com a natureza, sem destruí-la. Sou favorável à criação de parques nacionais e estaduais, como forma de proteção. Mas não basta ter os parques no papel, é preciso que o governo invista na manutenção e fiscalização, para que possamos ter áreas realmente protegidas. Tenho viajado um pouco esses últimos anos, assim, tive o privilégio de conhecer a Amazônia, Pantanal, Fernando de Noronha e Jalapão, no Tocantins. São lugares incríveis, com uma vida silvestre fantástica, mas que aos poucos está sumindo. É triste encontrar em lugares assim mais estrangeiros do que brasileiros. E se não conhecemos a natureza totalmente, não podemos preservá-la”.
Dicas de leitura
www.cbro.org.br/CBRO/index.htm
www.avistarbrasil.com.br/
www.pea.org.br/crueldade/trafico/index.htm
www.birdforum.net/
www.xeno-canto.org/
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